Enfermagem

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

70% dos enfermeiros do país não se sentem seguros no trabalho


"A gente fica até aliviado quando o plantão acaba e só ouviu as ofensas de sempre, como 'vagabundo, eu pago o seu salário'. Isso já virou rotina, nos acostumamos."

A frase do enfermeiro F.M., 31, há 11 anos atuando em hospital público de São Paulo, resume bem o atual cenário vivido pela enfermagem no país: quase 70% desses profissionais não se sentem seguros no local de trabalho.
Os dados são de pesquisa inédita com o perfil da maior categoria da saúde, que reúne 1,8 milhão de enfermeiros, técnicos e auxiliares.
O trabalho, realizado pela Fiocruz e pelo Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), mostra que um quinto dos trabalhadores (19,8%) relata a existência de violência no ambiente de trabalho, principalmente a psicológica (66%). Foram entrevistados 36 mil profissionais dos 27 Estados e todos por meio de questionários eletrônicos.

Na semana passada, a auxiliar de enfermagem E.S., 29, que trabalha numa UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) no Grande ABC, tinha marcas de unha no pescoço.

"Assumi o plantão sozinha às 18h. Duas colegas tinham faltado e a emergência estava lotada. Uma senhora que esperava desde as 16h se irritou com a demora, me chamou de vagabunda e me agrediu."

INSATISFAÇÃO

Segundo Manoel Neri da Silva, presidente do Cofen, falta segurança em praticamente todos os serviços públicos de saúde.
"A população está insatisfeita com o sistema de saúde e descarrega no primeiro profissional que vê pela frente, que é o da enfermagem."
A saúde é o principal problema do país, segundo pesquisa Datafolha, na opinião de 26% dos entrevistados.
Na condição de anonimato, a Folhaconversou com dez profissionais da enfermagem que contam histórias de agressões verbais ou físicas, muitas delas praticadas por parentes do paciente.
A auxiliar de enfermagem T., 47, no Samu há 12 anos, conta que no dia 30 de maio foi atender um alcoólatra com dificuldade respiratória e foi atacada pela mulher dele, também alcoolizada.
"Ele agarrou o meu cabelo e me encheu de tapas porque demoramos para chegar. Fui salva pelo motorista", diz.
Na pesquisa da Fiocruz/Cofen, menos da metade dos profissionais (46,6%) afirma ser tratado com cordialidade pelos pacientes.

MULHERES

Segundo Fabíola Braga Mattozinho, presidente do Coren-SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo), a situação de violência tem piorado nos últimos meses e afeta, principalmente, as mulheres, que são a maioria (85%) na enfermagem.
"Temos dois casos de estupro e inúmeras agressões. Estamos mapeando todos." Um dos casos de estupro ocorreu no mês passado em São Bernardo (SP), perto da UPA onde a vítima, uma auxiliar de enfermagem, trabalha.
A mulher reconheceu um dos suspeitos como sendo um homem que estava na unidade de saúde na tarde do crime. O acusado está preso.
O Coren pediu à Secretaria de Segurança melhoria do policiamento preventivo e ostensivo nas regiões próximas às unidades de saúde.
Em nota, a secretaria informou que investiga todos os casos que são registrados e que o número de estupros está em queda no Estado.
Para Luciano Rodrigues, conselheiro do Coren, há omissão dos gestores em denunciar os casos de violência contra os profissionais porque isso pode configurar acidente de trabalho.
"O profissional tem medo de denunciar as agressões e ainda sofrer represálias." 










































Fonte: Folha

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

PRAZO PARA ADESÃO AO PCCDV DO RECIFE ATÉ DIA 16


A secretaria de saúde do Recife inciará a partir de novembro de 2015 o processo de Avaliação de Desempenho para progressão por Mérito dos servidores que optaram pelo Plano de Cargo Carreia e Desenvolvimento e Vencimentos- PCCDV Conforme o Disposto no artigo 15 § 3 da Lei 17.772/2012
Segundo Documento da SEGTES 586 servidores ainda não optaram pelo PCCDV e o prazo limite imposto pelo Circular é até 16 de Outubro de 2015.
LEIA O DOCUMENTO ABAIXO: OS FORMULÁRIOS DE ADESÃO ESTÃO DISPONÍVEL NA RECEPÇÃO DA SEGTES E NOS DISTRITOS SANITÁRIOS.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Mães fazem ensaio nu com os filhos para mostrar a mulher real


Os corpos das mulheres que estampam as revistas femininas são bem diferentes das mulheres reais. Dificilmente você folheará uma revista e verá a mulher real, com seus contornos naturais. Dobrinhas na barriga, celulites, estrias são escondidas, enfim, são 'maquiadas' com programas de computadores que deixam as modelos magras ainda mais magras.
Foi pensando nessa mulher real, que cuida dos filhos, que gera, pare e amamenta um bebê que foi feita uma sessão de fotos no início de setembro em uma cachoeira na cidade de Nova Lima, na Grande Belo Horizonte (MG). A ideia foi da doula e fotógrafa Kalu Brum que fez um convite em um grupo no Facebook e ficou surpresa pois várias mães logo se interessaram.
“Foi muito lindo ver a coragem e entrega delas'', diz Kalu sobre o ensaio que foi intitulado “Natureza Mãe''. “A mulher bonita de verdade tem suas marcas, tatuagens da nova fase. Mulheres com peitos de verdade, diferentes, que amamentam ou vão alimentar um bebê. Quando uma mulher vê a beleza de uma mulher real sente se a vontade em ser quem é'', comenta a fotógrafa.
Kalu conta que ao divulgar as fotos nas redes sociais recebeu vários e-mails de mulheres que se reconheceram no ensaio. “Elas diziam que diante do ensaio viram a beleza de ser quem elas são'', comenta.
Ela diz que o ensaio aconteceu de uma forma muito natural para aquelas nove mulheres e sete crianças. “Elas tiraram a roupa e se acomodaram nas pedras. Não dirigi o ensaio. Foi quando percebi que era a única com roupa e, então, tirei a minha também. As mulheres estavam tão à vontade que foi indescritível ver tanta harmonia. Acho que as fotos mostram isso'', diz.
A doula diz que fará mais um ensaio em outubro e outro em novembro. Esse último, diz a fotógrafa, será com mulheres com mais de 40 anos. “O ensaio é aberto para gestantes e mulheres com filhos. O foco é a relação mãe e filho''.







domingo, 27 de setembro de 2015

Transplantes de órgãos superam expectativas do Ministério da Saúde


Hoje, 27 de setembro, é o dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, uma data para incentivar a população a se tornar doador de órgãos. Mas, muitas vezes, esse ato é impedido ou complicado por questões burocráticas que comprometem a melhora dos índices brasileiros, comenta Heder Murari, coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde.
O Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo. Dados do Governo Federal apontam que alguns estados brasileiros, como o Rio Grande do Norte, já zeraram a fila de transplantes, porém ainda existe muita coisa a melhorar. Por essa razão, e em comemoração ao dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, o Ministério da Saúde apresentará um novo sistema de informação dentro da rede de transplantes, sendo capaz de gerenciar apenas uma lista de receptores através de uma plataforma tecnológica moderna.

Segundo Heder Murari, atualmente no Brasil, é exigido o laudo de dois neurologistas para comprovar o óbito nos casos de morte encefálica, já a nova proposta, de autoria do Conselho Federal de Medicina (CFM), sugere que nesses casos o laudo passe a ser realizado por dois médicos qualificados em terapia intensiva e não em neurologia.

"Vamos aproveitar para adequar o decreto à proposta do CFM, que é quem determina o critério de morte encefálica pela lei brasileira e, ao mesmo tempo, modernizar uma série de itens" acrescentou o coordenador.
As alterações estão previstas para encaminhamento à Casa Civil até o final de 2012. Nessa semana o Ministério da Saúde deve anunciar uma portaria que abrangerá a capacitação em transplantes, bem como instituir a atividade de tutoria em transplante.

A expectativa do Ministério é de que até 2015, todos os estados brasileiros consigam zerar suas filas de transplantes. Outra meta é contabilizar 15 doadores de órgãos a cada um milhão de habitantes. Apenas nos quatro primeiros meses de 2012, o Brasil registrou 13 doadores para cada um milhão de habitantes.
O Ministério da Saúde divulgou, ainda, que em comparação com o primeiro semestre de 2011, em 2012 o aumento no número de transplante foi de 12,7%, sendo que dos meses de janeiro a junho desse ano foram contabilizados 12.287 transplantes.
Os procedimentos que envolviam o pulmão foram os que mais tiveram aumento, logo depois seguem as cirurgias de coração, subindo 29% e de medula óssea, com aumento de 17%.
Em 2012 houve, ainda, um crescimento de 22% no número de doadores de órgãos, chegando em 1217 esse ano.

Conforme dados do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério, até junho de 2012 foram realizadas 7.777 cirurgias de córnea, 2.689 operações de rim, 801 de fígado e 862 de medula óssea.

Ao todo o Ministério divulgou que houve 12,8 mil transplantes por um milhão de habitantes no primeiro semestre de 2012, “Nós certamente nesse ano chegaremos a uma taxa de doação muito maior do ano passado, superando as metas que nós tínhamos. As metas que tínhamos para 2013 já serão alcançadas no final de 2012” declarou Alexandre Padilha, ministro da Saúde.

Fontes: G1, O Estado de S. Paulo

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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Perfil da Enfermagem terá publicação em livros e revistas acadêmicas

Mais amplo levantamento sobre uma profissão já realizado na América Latina, a pesquisa Perfil da Enfermagem (Cofen/Fiocruz) vai se desdobrar em livros e artigos científicos. A estratégia de divulgação editorial, aprovada nesta quarta-feira (23/9) pela plenária do Cofen, amplia o alcance da pesquisa e seus desdobramentos.
Além do relatório final, publicado em 28 volumes com previsão de lançamento ainda em 2015, a estratégia inclui a publicação de artigos em revistas científicas de grande circulação e prestigio, e a publicação de livros, permitindo analisar em profundidade os dados. O relatório terá versão impressa e digital, disponibilizada gratuitamente online.
Os resultados foram lançados em cada Estado brasileiro, entre abril e setembro, e debatidos com os profissionais e gestores, em seminários com a presença da Fiocruz, Cofen e dos Conselhos Regionais de Enfermagem.
Plenária do Cofen aprovou estratégia de divulgação editorial que amplia alcance da pesquisa
Plenária do Cofen aprovou estratégia de divulgação editorial que amplia alcance da pesquisa
Um livro sobre a pesquisa, editado em parceria com a Fiocruz e a editora Prismas, será lançado em 2016. A mesma editoria deva lançar duas coletâneas relacionadas à pesquisa, a primeira sobre a formação da Enfermagem e a segunda sobre mercado e condições de trabalho.
Edição especial da Revista Enfermagem será dedicada à pesquisa, com lançamento em dezembro. A estratégia de divulgação editorial prevê ainda edições especiais da “Cebes – Divulgação em Saúde para Debate” e dos “Cadernos de Saúde Pública”, revista classificada como de maior impacto científico, com nota máxima em todas as áreas.
Políticas Públicas – A pesquisa foi realizada pela Fiocruz, por iniciativa do Cofen, com o objetivo de gerar dados amplos e confiáveis que permitissem avaliar a situação da profissão e propor mudanças. Seus resultados já subsidiam projetos de lei e propostas de políticas públicas, como os projetos da Lei do Descanso (PLS 597/2015) e da Proibição do Ensino à Distância na formação de profissionais de Enfermagem (PL 2891/2015). Propostos pelo Cofen, o primeiro foi apresentado pelo senador Valdir Raupp (PMDB – RR) e o segundo pelo deputado Orlando Silva (PC do B – SP).
Fonte: Ascom - Cofen

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O SUS não é de nenhum governo, é do povo brasileiro


O Conselho Nacional de Saúde, órgão superior de controle social do SUS – Sistema Único de Saúde, vem a público manifestar profunda preocupação com possíveis mudanças na direção do Ministério da Saúde.
Consideramos inaceitável que o SUS seja usado como objeto de barganha política, por ser a maior e mais importante política pública em curso no Brasil. Trata-se de um patrimônio e uma conquista de décadas de luta do povo brasileiro.
O ministro Arthur Chioro, militante histórico do SUS, sanitarista e gestor público de profundo compromisso social, é liderança técnica e política inconteste, além de defensor intransigente dos princípios constitucionais do SUS – e conta com nosso amplo e integral apoio.
Frente às diversas ameaças por que passa esse patrimônio popular, não aceitaremos qualquer recuo nos princípios da universalidade, integralidade, igualdade, equidade e participação social.
Não abriremos mão da defesa destes princípios, e de seu caráter público e gratuito, nem aceitaremos qualquer desrespeito ao controle social. Os Conselhos e a 15ª Conferência Nacional de Saúde são as instâncias que definirão as diretrizes e propostas para o SUS dos próximos anos.
Compreendemos as dificuldades do momento político e repudiamos toda e qualquer ameaça golpista, venha de onde vier. E também não nos calaremos frente a quaisquer ameaças às conquistas sociais, especialmente no campo da saúde.
Nem um passo atrás.
O SUS é um direito de todos e um dever do Estado, não uma mercadoria. Mantê-lo íntegro, universal e gratuito é uma missão da democracia brasileira.
Dessa luta, nunca abriremos mão.
Mesa Diretora do Conselho Nacional de Saúde,
em 23 de setembro de 2015.

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