Enfermagem

sábado, 3 de agosto de 2013

Enfermeiros de Pernambuco protestam por melhorias na tarde desta sexta


Um grupo de enfermeiros de Pernambuco segue pela Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias do Recife, em protesto por melhores condições de trabalho para a categoria. Os enfermeiros pretendem seguir até a sede provisória do Governo do Estado, no Centro de Convenções de Pernambuco, onde entregarão uma pauta de reivindicações para o secretário de articulação social da Casa Civil, Yves Ribeiro.
Cerca de 50 pessoas do movimento #EnfermagemNasRuas se reuniram no começo da tarde desta sexta-feira (2) na Praça do Entroncamento, no bairro das Graças, Zona Norte da Cidade, de onde saíram em caminhada. Durante a espera para o começo da passeata, a organização do protesto reclamava da pouca adesão da categoria aos atos públicos, além da desunião entre os enfermeiros do Estado. [Confira vídeo com um dos organizadores do movimento, Gilmar Júnior]:

O Trânsito ficou com retenções na Avenida Agamenon Magalhães, sentido Olinda, durante o deslocamento do grupo para a Sede do Governo do Estado. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) informou que agentes estão acompanhando a manifestação e não foram necessários bloqueios.

Esta é a quinta vez que os profissionais do movimento #EnfermagemNasRuas saem às ruas do Recife para reivindicar melhores condições de trabalho. Entre a pauta de reivindicações da categoria, realização de concurso público para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, fim dos plantões extras, plano de cargos e carreiras e vencimentos para enfermagem no SUS estadual.

Confira a pauta de reivindicações dos enfermeiros pernambucanos:

1. Realização de concurso público para Enfermeiro, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem;
2. Fim dos plantões extras (plantão extra programado do tipo substituição de vínculos públicos);
3. Posicionamento oficial referente a violência policial ocorrida no último movimento de enfermagem;
4. Publicação no Portal da Transparência, os valores dos repasses para a saúde, inclusive a OSS;
5. Plano de cargos e carreiras e vencimentos para enfermagem no SUS estadual;
6. 30 horas estaduais para todos os serviços de saúde;
7. Investimento nos hospitais estaduais;
8. Adaptação estadual ao PL 4924 de 2009. O PL do piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem;
9. Posicionamento estadual em relação a manutenção dos vetos ao ato médico;
10. Reconhecimento das entidades sindicais da enfermagem como únicos representantes da categoria para fins de negociação.

Estas reivindicações estão pautadas na crença de que as negociações sobre os temas da pauta e a conquista dos mesmos, será uma grande vitória para uma categoria representada por mais de 50 mil profissionais de saúde em Pernambuco. Cujos frutos serão vislumbrados na melhoria substancial da assistência aos pacientes e usuários em serviços públicos e privados e fortalecimento do SUS. Enfim, por um Brasil melhor.

Já disse Machado de Assis: "A vida sem lutas é um mar morto". E desta forma, esperamos o atendimento do nosso pleito, esperançosos por um futuro digno para a enfermagem e para a sociedade pernambucana.


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Fonte: ne10.uol.com.br

'Fui afastada do setor depois do Caso', afirma auxiliar de enfermagem

A auxiliar de enfermagem Dilza Aparecida da Silva durante depoimento (Foto: Jéssica Balbino / G1)

Mulher prestou depoimento por mais de 2h no Fórum de Poços de Caldas.
Três médicos são acusados de remover órgãos de criança ainda viva.

Fui afastada do centro-cirúrgico do Hospital da Santa Casa pouco tempo depois do caso. Eu fui mandada para a central de materiais, onde são feitas as esterilizações”, disse a auxiliar de enfermagem Dilza Aparecida da Silva, uma das testemunhas ouvidas durante as audiências de instrução e julgamento de três médicos no Fórum de Poços de Caldas (MG), acusados de irregularidade na retirada e suposto tráfico dos órgãos do menino Paulo Veronesi Pavesi, morto aos 10 anos na cidade.

São julgados os médicos Celso Roberto Frasson Scafi, Cláudio Rogério Carneiro Fernandes e Sérgio Poli Gaspar, acusados de pertencer à chamada “Máfia dos Órgãos”. Eles serão julgados pelo crime, com o agravante de tê-lo praticado em pessoa viva, resultando em morte, infringindo o artigo 14 da Lei de Transplantes.

Durante quase duas horas de julgamento, a auxiliar de enfermagem respondeu perguntas sobre os procedimentos técnicos adotados durante a remoção dos órgãos da criança no Hospital da Santa Casa de Poços de Caldas e disse que pouco tempo depois do caso foi transferida de setor.

Ela confessou que não participou de toda a cirurgia, que terminou às 19h30, pois deixou o turno às 19h. “A outra enfermeira que entrou só tiraria o paciente da mesa de cirurgia. Neste momento os órgãos já tinham sido retirados”, revelou.

Além de Dilza, outras cinco testemunhas de acusação foram ouvidas durante o primeiro dia de depoimentos – quarta-feira (31) – no Fórum de Poços de Caldas.

Segundo dia do julgamento
As audiências foram retomadas às 14h da quinta-feira (1º) e apenas três testemunhas tinham sido ouvidas até as 20h. Outras três testemunhas de defesa foram dispensadas pelos advogados dos réus.

Três médicos, Paulo César Pereira Negrão, Jeferson André Saheki Skulski e Alberto Araújo Cruz depoimentos como testemunhas de defesa do caso. Durante as audiências eles responderam perguntas técnicas sobre os procedimentos adotados para constatação de morte encefálica, já que os réus são suspeitos de terem falhado no diagnóstico da criança.


Médicos chegam para o 2º dia de audiências em Poços de Caldas (Foto: Jéssica Balbino / G1)

Outras 12 testemunhas que não residem na cidade serão ouvidas por cartas precatória e rogatória. Entre elas está Paulo Airton Pavesi, o pai do garoto, que após o caso, se sentiu ameaçado e vive hoje na Europa.

Segundo o Ministério Público, este julgamento é de apenas um dos processos que apura a morte do menino. Eles não irão a júri popular e podem já ser condenados quando testemunhas e réus forem ouvidos.

As investigações do caso já duram 13 anos. Na ocasião, Paulinho, como era conhecido, caiu de uma altura de 10 metros do prédio onde morava e foi levado para o pronto-socorro do Hospital Pedro Sanches. Ainda de acordo com o Ministério Público, o menino teria sido vítima de um erro médico durante uma cirurgia e depois foi levado para a Santa Casa de Poços de Caldas, onde teve os órgãos retirados por meio de um diagnóstico de morte encefálica, que supostamente teria sido forjado.


 Caso veio à tona após a morte de um menino de 10 anos, Paulo Pavesi (Foto: Reprodução EPTV)


Segundo a promotoria, a constatação da morte encefálica da criança foi feita de forma equivocada, o que levanta a suspeita de que o menino estivesse vivo no momento da retirada dos rins e das córneas. Outra linha de investigação é de que os órgãos retirados do garoto foram transplantados de maneira irregular. As córneas do menino foram levadas para Campinas (SP), quando deveriam ter sido transplantadas em pacientes da lista de espera de Minas Gerais, já que se trata de um procedimento regionalizado.

“Existem indícios de que não teria ocorrido a morte encefálica da criança, Temos provas de que apenas o primeiro exame foi realizado. O segundo exame apresentado não consta nem a data e nem a hora em que foi realizado. Os réus também alegam que esta constatação foi feita seguindo um protocolo, entretanto, o protocolo utilizado por eles não estava vigente na época”, destacou o promotor do caso, Daniel Ribeiro Costa.
Questionadas, as defesas dos três médicos negam as afirmações da Promotoria e reafirmam acreditar na inocência dos profissionais. “A defesa considera absurdo. A acusação contesta algo que é inequívoco, que é a declaração de morte encefálica do garoto”, disse José Arthur Kalil, advogado que defende dois dos três médicos acusados. Fonte: g1.globo.com/mg/sul-de-minas


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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O Lugar dos Enfermeiros


Artigo do presidente do Coren-RJ, Pedro de Jesus Silva, publicado na seção Opinião, de ontem (31), no jornal O Globo.
Leia e deixe o seu comentário.

O Lugar dos Enfermeiros

Todos os jogadores de um time de futebol – ou de qualquer outro esporte praticado em equipe – são de importância vital para bem se jogar uma partida. Se este time estiver tecnicamente preparado e harmonicamente entrosado, a vitória é a consequência natural. Mas, quando o grupo se desarmoniza e seus membros passam a se atacar, nada funciona. Pior se o conjunto em conflito é o responsável pelo atendimento à saúde da população.

Os últimos acontecimentos envolvendo a medicina no Brasil têm gerado estranhezas por parte de alguns elementos desta categoria, incluindo agressões na mídia e provocações pelas redes sociais: autoridades médicas tentam desqualificar a Enfermagem, classe profissional que atua em conjunto com o médico nas equipes multidisciplinares da saúde. Como num arriscado jogo da Medicina versus a Enfermagem, onde quem perde de goleada é o usuário do SUS.

As reações exacerbadas são fruto dos vetos da presidenta da República à Lei do Ato Médico. Os pontos retiram a exclusividade do médico em exercer as atribuições de outras carreiras da saúde, e ainda o coloca em pé de igualdade aos outros profissionais da equipe, na hierarquia dos serviços de saúde. Assim, tanto o médico quanto o enfermeiro (ou outros profissionais habilitados) podem chefiar a equipe.

Os ataques irresponsáveis à Enfermagem confundem a população, especialmente quando autoridades médicas fazem denúncias descabidas e avalizam informações erradas, como as transmitidas em programas popularescos de televisão. É a ciência dando corda à ignorância pela via equivocada do senso comum.

A população merece saber que os profissionais da enfermagem realizam uma série de procedimentos com competência e devidamente amparados amparadas pela Lei 7498/1986, pelos protocolos do Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde, e ainda por resolução da Anvisa. Entre outras, são, sim, atribuições da enfermagem a assistência no pré-natal e o parto natural sem riscos (distocias), e a prescrição de medicamentos em programas de saúde pública.

A Enfermagem não quer e não precisa ocupar o lugar dos médicos: a classe já tem muito que fazer.


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Fonte: COREN/RJ

Toledo: Enfermagem reforça campanha de combate às hepatites virais

Pelo fato de ser silenciosa e transmitida por um vírus que ataca o fígado, a hepatite é uma doença que inspira cuidados. Por conta disso, o Ministério da Saúde vêm desenvolvendo campanhas de combate em todo o Brasil. O curso de Enfermagem da Universidade Paranaense – Unipar, Unidade de Toledo, também abraçou a causa.

Uma equipe percorreu corredores dos dois Câmpus da Instituição alertando funcionários e estudantes sobre os perigos das hepatites virais. Todos receberam orientações e folders com informações dos riscos de contágio e formas de prevenção.

Com supervisão da enfermeira Karla Lorensetti, os estagiários do PAAE (Pronto Atendimento Ambulatorial de Enfermagem) também participaram da campanha realizada no CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento). Eles deram aconselhamento e fizeram teste rápido para diagnóstico da doença.


“Essa ação social visa desenvolver no futuro enfermeiro um espírito solidário, levando-o a encarar como um momento de aprendizado e de contribuição para a melhoria da qualidade de vida”, enfatiza a coordenadora do curso, professora Daiane Tofoli, informando que as atividades marcaram o Dia de Combate às Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho.

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 Fonte: www.unipar.br

terça-feira, 30 de julho de 2013

MP requer mais enfermeiros no Hospital São Vicente


 Promotor Nilzor Soares

Hospital São Vicente de Paulo em Tobias Barreto

 O Ministério Público de Sergipe, por intermédio do Promotor de Justiça Dr. Nilzir Soares Vieira Júnior, ajuizou Ação Civil Pública em face do Estado de Sergipe e da Fundação Hospitalar de Saúde – FHS, para que providenciem a formação de escalas completas de enfermeiros no Hospital São Vicente de Paulo, localizado no Município de Tobias barreto, mediante nomeação de enfermeiros aprovados em concurso público.

A escala deverá ter no mínimo onze enfermeiros, número que, de acordo com o Conselho regional de Enfermagem (Coren), é o mínimo necessário para que o Hospital possa funcionar regularmente.

A pedido do MP, o COREM, a Vigilância Sanitária e o Corpo de Bombeiros realizaram inspeções no “São Vicente de Paulo” e constataram diversas irregularidades, no tocante ao número insuficiente de enfermeiros, bem como na deficiência da estrutura física da unidade hospitalar e precárias condições de higiene.

Durante audiência pública realizada pelo MP em abril deste ano, os representantes do Hospital em questão, ao responder aos questionamentos do Promotor de Justiça informaram: “...em razão da insuficiência do número de profissionais de enfermagem com nível superior, o acolhimento no hospital continua sendo realizado por técnicos ou auxiliares de enfermagem, contrariando-se as normas que regulamentam esta atividade...”.

A situação preocupante ganha ares de dramaticidade, ao se vislumbrar a incapacidade da FHS de promover, com eficiência e celeridade, as convocações dos candidatos aprovados no concurso público promovido pela entidade, registrando-se que a última convocação realizada ocorreu em maio de 2013, sem nenhum êxito, já que nenhum dos candidatos assumiu suas funções.

É importante ressaltar que, de acordo com representantes do “São Vicente de Paulo”, o prazo de validade do concurso público vigente deverá expirar em 1º de agosto, o que decerto gerará mais obstáculos na resolução das questões pendentes.

O MP requer que os enfermeiros aprovados no concurso sejam nomeados e, para suprir a demanda, o Estado de Sergipe e a FHS providenciem a requisição de médicos efetivos de outros órgãos públicos ou que os contrate por tempo determinado.

“O Hospital São Vicente de Paulo é o único de Tobias Barreto e precisa de atenção especial, não sendo crível que a situação atual perdure por mais tempo. Por isso é necessária a intervenção do Poder Judiciário, como forma de responsabilizar os gestores encarregados do funcionamento da unidade hospitalar”, declarou Dr. Nilzir Soares.

Fonte: Assessora de Imprensa MP/SE  

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Fonte: www.infonet.com.br  


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Prefeito veta projeto de 30 horas para enfermagem (Do Ângelo Rigon)


O prefeito Carlos Pupin (PP) vetou totalmente o projeto de lei de autoria dos vereadores de Maringá, aprovado no último dia 18, que estendeu aos enfermeiros a jornada de trinta horas semanais que hoje beneficia os cargos de serviço social, psicologia, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição e farmácia, bem como os enfermeiros e técnicos em radiologia, pertencentes ao quadro de servidores efetivos ou submetidos ao regime de emprego público.

“Se promulgado este projeto, acarretará a necessidade de aumentar o número de vagas do cargo de enfermeiro e de contratar novos servidores para suprir a demanda da rede municipal de saúde e de servidores do Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família)”, justifica.

“De acordo com a Portaria Ministerial nº, 2.027, de 25 de agosto de 2011, obrigatoriamente, os servidores que atendem ao Nasf devem cumprir a carga horária de 40 horas semanais para que o município continue recebendo os incentivos financeiros repassados pelo Ministério da Saúde”, acrescenta. No primeiro semestre deste ano, os vereadores derrubaram cinco projetos que haviam sido vetados por Pupin.

Angelo Rigon 

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Fonte:  blogdopaulovidigal.blogspot.com.br


SINADEN IRÁ DISCUTIR SISTEMATIZAÇÃO DA ASSSITÊNCIA DE ENFERMAGEM

O 11º SINADEn será realizado no período de 1º a 3 de agosto de 2013, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), sendo as atividades pré-evento ocorrerão no dia 31 de julho de 2013. O tema escolhido para este ano é Sistematização da Assistência de Enfermagem e Responsabilidade Social nos Campos de Prática Profissional, envolvendo os seguintes eixos temáticos: ensino, assistência, pesquisa e gestão.

Estão previstos dois dias e meio de atividades na modalidade de cursos pré-evento, conferências, mesas redondas, mesas coordenadas, sessões de pôsteres que contarão com a presença de conferencistas reconhecidos nacional e internacionalmente além da possibilidade dos autores de trabalhos científicos, concorrerem ao “Prêmio Maria Miriam Lima da Nóbrega”.
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