Enfermagem

quarta-feira, 24 de julho de 2013

SEEPE: Assembleia da CCT 2013 na próxima semana


O SEEPE realiza na próxima quinta-feira (25), a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com os enfermeiros da rede privada de saúde para a construção da Pauta de Reivindicações 2013 da categoria. A reunião, conhecida também como Dissídio Coletivo, é importante para regulamentar as relações de trabalho, os salários e o número de plantões dos profissionais.
Por isso, o SEEPE convoca todos os enfermeiros da rede particular a participarem dessa grande e importante discussão. A CCT será no dia 25, a partir das 15h, no auditório do Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE). Se você também não concorda com os baixos salários da rede privada de saúde, compareça!

ASSEMBLEIA - CCT 2013
Dia 25 de julho, a partir das 15h
No auditório do Coren-PE (Rua Barão de São Borja, 243, Boa Vista)
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terça-feira, 23 de julho de 2013

Vila de Abrantes: laudo aponta que criança morreu por envenenamento

 
Um laudo do Instituto Médico Legal sobre a morte de um menino de 11 meses no ano passado inocentou a enfermeira Maria das Graças Lopes Campos, segundo o Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA). Na época, houve acusações de que uma lavagem estomacal feita de maneira inadequada poderia ter contribuído para a morte da criança.

O laudo apontou que a causa do falecimento da criança foi o envenenamento e não teve qualquer relação com o procedimento feito pela enfermeira. Em nota, o Procen reforça que a profissional tem "competência técnica, científica e legal para a execução de procedimentos" como a lavagem estomacal.

Por conta do resultado do laudo, o Coren fará no dia 2 de agosto, no auditório de sua sede nos Barris, uma sessão de desagravo em favor da enfermeira.

O caso
A enfermeira estava de plantão no posto de Vila de Abrantes, em Camaçari, quando chegaram os pais com o pequeno Roger Andrey dos Santos Souza. Eles informaram que a criança tinha comido um pedaço de calabresa que continha veneno de rato. O médico responsável prescreveu uma lavagem estomacal.

Durante o procedimento, feito pela enfermeira, a criança começou a piorar, apresentando os sinais de envenenamento, e morreu em seguida. O Coren critica o fato da enfermeira ter sido repetidamente acusada em público pela morte da criança, mesmo antes da divulgação do laudo.  

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Fonte: www.correio24horas.com.br


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Que venham os médicos estrangeiros!

 
A polêmica sobre os médicos estrangeiros

Uma abordagem do problema frente aos dados da situação no país
O governo federal enviou ao Congresso uma Medida Provisória, o programa “Mais Médicos”, que prevê, se necessário, a contratação de médicos estrangeiros. A medida abriu uma grande polêmica. A discussão deve ser feita à luz dos dados da realidade do atendimento médico no país.

A Medida Provisória visa levar médicos para regiões do país onde há uma carência deste profissional. As vagas não preenchidas por médicos formados no Brasil, que têm prioridade, poderão ser ocupadas por médicos formados em outros países. Os médicos receberão uma bolsa de R$ 10 mil para o atendimento básico na rede pública.

As entidades médicas se contrapõem à medida. Entre os argumentos, levantam a necessidade de manter o REVALIDA, prova de validação dos diplomas dos estrangeiros, criado em 2011. O governo prevê contratos de três anos e registro provisório para esses médicos, que só poderão exercer a profissão nestas regiões e na atenção básica.

Outra medida do governo que abriu polêmica é a proposta que estudantes de medicina prestem dois anos de serviços no SUS. Uma medida que busca fazer com esses profissionais se dediquem à carreira pública. Para que a saúde seja de fato pública, com um serviço público de qualidade, é justo esse incentivo aos novos profissionais, e não jogá-los na iniciativa privada.


Falta de médicos e disparidade

De fato, os dados demonstram que faltam médicos no país, em especial em regiões carentes. Há cerca de 388 mil médicos, o que dá uma média nacional de 1,8 por mil habitantes. Mas existem 700 municípios, 15% do total, que não possuem um único profissional de saúde. Em 1,9 mil municípios a relação é de menos de um médico por habitante. Há grande disparidade na distribuição dos médicos nas regiões. São 22 estados abaixo da média nacional. Enquanto que, no Distrito Federal, a proporção é de 3,4 médicos para mil habitantes e, em São Paulo, é de 2,4, no Maranhão essa proporção despenca para 0,58!Como é possível fechar os olhos para essa situação? A Organização Mundial da Saúde preconiza um médico para cada mil habitantes.


Reverter a privatização da saúde

A situação coloca a discussão sobre o sistema de saúde no país, para além de uma medida emergencial, para que a população tenha o direito de ser atendida em função de suas necessidades, e não do que podem pagar.

Nisso, o governo tem toda a responsabilidade. É preciso frear a privatização da saúde, seja através da entrega à saúde privada (convênios, seguros) ou às Organizações Sociais, que abocanham verbas públicas para o setor privado, transformando a saúde num grande negócio. Há muito mais médicos no Sul e Sudeste, quase todos no setor privado, ou seja, a saúde “funciona melhor” onde pode se pagar pelo serviço. A saúde é um direito garantido constitucionalmente e o governo deve ser o primeiro a preservá-lo.

O programa “Mais Médicos” só pode ser aceito se de fato for provisório. Para resolver os problemas de saúde é preciso começar por reverter a sua privatização, com o governo federal revogando a Lei 9637/98 de FHC, que criou as Organizações Sociais.

É preciso abrir a discussão de uma Carreira Nacional, não só de médicos, mas de profissionais da saúde, estabelecendo um piso salarial nacional, uma carreira que garanta mobilidade, ou seja, no inicio da carreira o profissional atuaria nas regiões carentes, podendo ser removido para outras regiões de acordo com o desenvolvimento da carreira. É necessário criar universidades públicas de medicina nas regiões carentes com a construção de hospitais universitários para avançar a saúde pública no país.

São medidas que exigem o aumento de verbas, 10% da receita bruta da União, como pedem entidades e movimentos, exclusivamente para a saúde pública.

João Antonio 
 
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Fonte: otrabalho.org.br 


sábado, 20 de julho de 2013

Enfermeiros de João Pessoa têm jornada reduzida para 30 horas semanais

Prefeito Luciano Cartaxo (primeiro da esquerda para direita)
A medida atinge 953 profissionais da área de enfermagem do município
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A prefeitura de João Pessoa (PB) assinou, nessa terça-feira (16), uma regulamentação que reduz para 30 horas semanais a jornada de trabalho de 953 profissionais de enfermagem, sendo 309 enfermeiros e 644 técnicos em enfermagem.

A medida é comemorada pela categoria, que destaca que a carga horária é uma luta nacional, considerando que a ação seja um sinal de valorização e respeito.

A presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Eva Vicente, disse que os enfermeiros estão acostumados a rotinas desgastantes e pouco tempo para investir em si mesmos, buscando capacitações ou especializações. “Por isso, esse é um grande benefício também para a população.”

A redução da jornada já provocou a necessidade de contratar mais profissionais da área por meio de concurso público.
A prefeitura da capital paraibana ressalta que a regulamentação é a garantia de que os enfermeiros poderão passar mais tempo com a família, com os amigos e buscar qualificação, o que vai refletir no atendimento da população.

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Fonte:   Ascom/Cofen (com informações do G1) novo.portalcofen.gov.br 



sexta-feira, 19 de julho de 2013

Enfermeira que participava de protestos é presa no Recife (PE)

Nota de Repúdio contra a violência policial nas manifestações da enfermagem em Pernambuco

O Sindicato  Profissional dos Auxiliares e técnicos de Enfermagem de Pernambuco - SATENPE,  vêm a público manifestar repúdio a ação violenta e arbitrariedade do Governo do Estado de Pernambuco, através do  da Polícia Militar, contra um grupo de profissionais de enfermagem,  que exerciam o seu direito legitimo de manifestação e expressão, no último dia 17 de julho, na  Av. Agamenon  Magalhães - em frente ao Hospital da Restauração.

O que se viu na manifestação foi uma descomunal violência por parte da polícia, incompatível com o Estado Democrático de Direito. Profissionais de enfermagem foram covardemente encurralados pelo GOE Grupo de Operações Especiais que usou da força e coação ditatorial contra cidadãos da enfermagem. A ação foi um flagrante desrespeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão. Lamentavelmente, no Estado de Pernambuco, as manifestações da população vêm sendo tratadas dessa forma pelo Governo do Estado.

Diante dos fatos mencionados, o SATENPE exige a imediata apuração das responsabilidades pelas agressões, especialmente as praticadas contra a profissional  de enfermagem, Drª Carmela e a punição dos autores e de quem autorizou estas barbáries. Se o Governo do Estado não der essa resposta à enfermagem e à sociedade, ficará registrado na história de nosso estado a sua conivência com tais atentados que ferem a liberdade democrática, conquistada pelo povo brasileiro.

O Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos de enfermagem de Pernambuco denuncia aos organismos internacionais da categoria e de defesa dos direitos humanos a violência praticada contra profissionais de enfermagem. Vale lembrar que em defesa da liberdade de expressão e de estado democrático de direito  muitos foram silenciados.
Também ressaltamos que os gritos das ruas precisam ser ouvidos pelos poderes constituídos e não reprimidos como vem ocorrendo no estado de Pernambuco.

Recife, 18 de julho de 2013.

Diretoria do  Profissional dos Auxiliares e técnicos de Enfermagem de Pernambuco - SATENPE

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Fonte: www.blog.satenpe.org.br  


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Enfermeiros trabalham 18 horas a mais


Profissionais da área trabalham até 48 horas semanais, contrariando a OMS, que recomenda no máximo 30

Eles formam a linha de frente do atendimento de saúde e tiveram as suas atribuições preservadas pela presidente Dilma Rousseff.

Ao vetar um artigo do chamado Ato Médico, que restringia aos médicos a prescrição de medicamentos e diagnósticos de doenças, a presidente jogou luzes sobre a categoria dos enfermeiros, um contingente de  137.111 profissionais somente na cidade de São Paulo, que no geral trabalha muito, mas nem sempre é compensada financeiramente.

De acordo com Donato José Medeiros, primeiro secretário do Coren (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo), é comum na categoria uma jornada de trabalho superior a 40 horas semanais, quando a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que não passe das 30 horas. “Vemos profissionais trabalhando 36, 40 e até 48 horas semanais. Isso é preocupante”, afirmou. “Afinal, trabalhamos com vidas humanas.”

A jornada excessiva compromete a qualidade do atendimento, como atesta a diretora do Seesp (Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo), Solange Caetano. Ela diz que os enfermeiros não possuem condições de realizar um trabalho preventivo, principalmente no PSF (Programa de Saúde da Família), que tem participação dos governos federal, estaduais e municipais e é realizado nos postos de saúde. “Tem enfermeiro que toma conta de equipes em várias unidades”, afirmou. “Não tem condições de avaliar se uma pessoa está tomando medicamentos de hipertensão ou fazendo uma dieta regulada, que é o foco do Programa de Saúde de Família.”

Outro problema, segundo os representantes da categoria, está na formação. De acordo com Medeiros, a maior parte dos profissionais tem apenas nível técnico e os cursos são fiscalizados somente pelas delegacias de ensino. “Os cursos superiores são fiscalizados pelo Ministério da Educação, mas isso não garante qualidade”, disse. Apesar disso, as denúncias registradas no Coren não são expressivas. Em 2012 foram protocolados 352 casos, atingindo menos de 1% da categoria no estado, que chega a 400 mil  profissionais.

Enfermeiro faz a primeira consulta do pré-natal em SP
A primeira consulta para pacientes grávidas que procuram a rede pública de saúde na cidade de São Paulo para fazer pré-natal é feita por enfermeiras. Elas fazem uma espécie de triagem, solicitam exames e somente depois as pacientes são encaminhadas ao médico ginecologista. O DIÁRIO visitou nesta sexta-feira três unidades de saúde e constatou a prática. A rede pública de saúde da cidade de São Paulo conta com 5.863 enfermeiros de alto padrão  e a estadual com 6.754  profissionais  para todo o estado. As assessorias das duas redes não souberam informar se há deficit de enfermeiros.

O presidente do Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo), Cid Carvalhaes,  afirmou que há falta de profissionais tanto médicos como enfermeiros.  “Falta estrutura. Não tem posto de atendimento. Falta medicamento, possibilidade de consultas com outras especialidades. Falta dentista, enfermeiro, exame, hospital. Falta tudo.” A diretora do Seesp (Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo), Solange Caetano, afirmou que o PSF (Programa Saúde da Família) tem uma cobertura de 70% na cidade. “Não chega a 100% pela falta de profissionais.”

Entrevista
Cecília Gonçalves_Auxiliar de enfermagem

‘Somos preparadas para estar na linha de frente’

Ela já é formada em enfermagem, mas ainda exerce a função de auxiliar na rede pública municipal por ser concursada nesse cargo. É elogiada pelos pacientes por ser dedicada e preparada e acredita que a presidente Dilma Rousseff acertou ao manter a permissão para os enfermeiros atuarem na linha de frente da saúde pública.

DIÁRIO Como é a sua rotina de trabalho?
CECÍLIA GONÇALVES  Faço a avaliação dos curativos. Avalio também a pressão de hipertensos e vejo a glicemia (concentração de açúcar no sangue) em diabéticos. Às vezes, quando o enfermeiro está de folga, exerço a sua função, afinal sou formada em enfermagem, mas trabalho como auxiliar porque fui concursada no cargo.

Você se sente preparada para isso?
Sim. A gente segue protocolos estabelecidos e estudei para isso. É claro que quando fizer pós-graduação estarei ainda mais bem preparada.

Vocês fazem a primeira consulta das pacientes grávidas, em pré-natal?
Sim. É uma espécie de triagem. Orientamos os próximos passos, solicitamos os primeiros exames e encaminhamos para o médico ginecologista.

Você acha que a presidente Dilma Rousseff acertou ao vetar o artigo do Ato Médico que restringia aos médicos a prescrição de medicamentos e diagnóstico de doenças?
Sim. Somos preparados para isso. O veto impediria a continuidade de inúmeros programas do SUS (Sistema Único de Saúde).

MEC estende exame a estudantes brasileiros
O MEC (Ministério da Educação) resolveu aplicar o Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas), feito hoje por médicos formados no exterior que queiram exercer a profissão no Brasil, também para estudantes do último ano de medicina de instituições de ensino do país.

Cidade vai ganhar três UBSs integrais
A Secretaria Municipal da Saúde informou que  o município vai ganhar a partir de agosto três novas UBSs (Unidades Básicas de Saúde)  no modelo integral, sendo uma na Zona Leste e duas na Zona Sul.

Governo aumenta bolsa do Provab
O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira o aumento da bolsa do Provab (Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica) de R$ 8 mil para R$ 10 mil. O novo valor vai começar a ser pago em setembro.

Fernando Granato
fernando.granato@diariosp.com.br

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Emigração: País perde 350 milhões com saída de jovens enfermeiros

Portugal terá investido mais de 350 milhões de euros na educação de 5.000 jovens enfermeiros que saíram de Portugal à procura de trabalho, avança a Rádio Renascença. Tanto o vice-presidente da Ordem dos Enfermeiros como o coordenador da Licenciatura de Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem do Porto lamentam que o investimento dos contribuintes seja aproveitado por outros países.

De acordo com a Rádio Renascença (RR), mais de 5.000 jovens enfermeiros saíram do País à procura de trabalho e Portugal terá investido mais de 350 milhões de euros na educação destes jovens enfermeiros que, agora, estão a ser aproveitados, a custo zero, por hospitais além-fronteiras.

Contudo, este número diz apenas respeito à fracção de profissionais que pediram a Declaração das Directivas Comunitárias, documento necessário para trabalhar na União Europeia. Assim sendo, não fazem parte desta equação os enfermeiros espalhados pelo resto do Mundo, para os quais o Estado também teve de pagar pela sua formação.

“Estes países estão a receber mão-de-obra qualificada e na qual não tiveram de investir nada na sua formação”, afirma o vice-presidente da Ordem dos Enfermeiros, Brunho Noronha, à RR. “Os portugueses investiram através dos seus impostos, num activo de futuro que nunca vão ter, porque quando está apto para trabalhar emigra”, conclui.

Face ao elevado custo de formação de cada enfermeiro – cada aluno custou mais de 66 mil euros desde o primeiro ciclo ao término do curso – o coordenador da Licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem do Porto, Luís Carvalho, também lamenta a falta de retorno do investimento.

“Estamos a investir, com o dinheiro dos nossos impostos, em formação de alta qualidade que oferecemos a outros países que supostamente terão mais possibilidades do que nós para fazer essa formação”, indica.

Um dos pricipais destinos dos jovens enfermeiros portugueses é o Reino Unido.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com


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