Enfermagem

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Enfermagem protesta por piso salarial e jornada de 30 horas

Profissionais da enfermagem protestaram na última segunda-feira em Dourados por melhores condições de trabalho (Foto: Marcos Ribeiro)

Profissionais da enfermagem iniciaram onda de protestos e manifestações em prol da criação do piso salarial da categoria e redução da jornada de trabalho para 30 horas. Hoje, sem nehuma regulamentação, os profissionais chegam a trabalhar até 44 horas semanais, período considerado exaustivo pela categoria.

Esta semana o grupo fez manifestação na Praça Antônio João e no semáforo da Avenida Marcelino Pires em apoio as manifestações que acontecem a nível nacional. Com faixas, cartazes, e apitaços, a categoria mostrou a indignação sobre a falta de condições de trabalho. Eles voltam as ruas no próximo dia 9 a partir das 18h na Praça Antônio João.

De acordo com o técnico de enfermagem Lindomar Freitas, apesar de uma luta nacional, a categoria vai iniciar grande mobilização da classe política de Dourados para buscar a criação de uma lei municipal garantindo o direito dos trabalhadores da enfermagem.

Segundo ele, o primeiro passo é o uso da Tribuna Livre na próxima terça-feira, quando o grupo sai em protesto da Praça até a Câmara. “Nosso objetivo é sensibilizar nossos agentes políticos para que tornem lei o que é direito da categoria. Dourados poderá servir de exemplo para todo o Brasil”, destaca.

Segundo ele, Dourados conta hoje com 2 mil profissionais que atendem a demanda de pacientes de 34 municípios. “A enfermagem é uma das únicas profissões que atua 365 dias por ano; 24 horas por dia no cuidado com o paciente. Se os enfermeiros de todo o Brasil paralisassem as atividades por 1 hora o país entraria em colapso na Saúde. Isto porque quem faria as atividades necessárias para a recuperação do paciente?”, indaga, destacando a importância da profissão.

Ele diz que a nível nacional a categoria reivindica piso de R$ 4.6 mil para o enfermeiro, R$ 3,2 mil para o técnico de enfermagem e R$ 2,3 mil para os auxiliares. O Projeto de Lei está no Congresso há 13 anos para ser votado. Enquanto isso, em Dourados, a categoria é remunerada com salários entre R$ 1,2 mil e R$ 1,4 mil na rede municipal. “O profissional que cumpre a mesma atividade na esfera federal chega a ganhar R$ 5 mil de salário. São 4 patamares diferentes de remuneração, o que motiva a regulamentação municipal”, destaca.

O grupo também pede o veto da presidente Dilma Roussef para o projeto de lei do Ato Médico, que segundo a categoria , fere a autonomia das demais profissões de saúde e inviabiliza todos os Programas de Saúde Pública. O artigo mais polêmico do Projeto é o 4º que define as atividades privativas do médico. Entre elas está a “formulação de diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica”.

A nível nacional os enfermeiros se mobilizam através do site www.enfermagem30horas.org. Mobilização Nacional da Enfermagem - MONAENF
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Manifestantes protestam em Santos contra o projeto Ato Médico


Mais de 10 manifestantes se reuniram na Praça Independência, em Santos, no litoral de São Paulo, no fim da tarde desta quinta-feira (27), para protestar contra o projeto conhecido como “Ato Médico”. Entre os profissionais, estavam enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas.

Os profissionais da área da saúde se reuniram contra o projeto de lei nº 268/2002, o Ato Médico, que visa regulamentar o setor, interferindo na autonomia dos profissionais e impedindo o trabalho interdisciplinar e multiprofissional. O grupo saiu da praça e seguiu pela avenida da praia, sentido São Vicente, até o canal 1. O trânsito foi afetado para a passagem dos manifestantes, que seguiram no sentido contrário na volta da passeata.

De acordo com os manifestantes, as categorias estão lutando para que a presidente não assine o ato médico. Ainda segundo eles, a saúde do país já têm diversos problemas, e com o projeto as deficiências do setor serão ainda mais atenuadas. O grupo pede que o projeto seja vetado, não integralmente, mas que a autonomia dos profissionais seja preservada. Segundo os manifestantes, se o projeto não for vetado dentro de um prazo determinado, ele será aprovado automaticamente.

O diretor do sindicato dos enfermeiros na região, Natanael da Costa, explica que algumas medidas do projeto não afetam a categoria. “O ato médico vem para regulamentar alguns quesitos da medicina, que nós não somos contra. O que não concordamos é que parte da nossa autonomia será afetada. O príncipo do SUS é de ser multiprofissional, e o ato médico quer centralizar tudo ao médico. Um exemplo é a campanha de vacinação, que com a aprovação do ato, será necessário que um médico prescreva as vacinas. Como vamos fazer uma campanha de vacinação, no país inteiro, com um médico em cada posto volante. O serviço será comprometido”, diz.

Protestos na região
Os protestos na Baixada Santista começaram no dia 13 de junho. Em Santos, os manifestantes fecharam as ruas do centro contra o aumento das tarifas de ônibus. Os túneis ficaram fechados para a passagem dos jovens. No dia seguinte, os manifestantes deitaram no chão durante o protesto na Praça da Independência. No sábado (15), terceiro dia de protestos no município, as pesssoas se reuniram na avenida praia em Santos e seguiram em passeata em direção à divisa com São Vicente.

Na segunda-feira (17), ainda em Santos, os manifestantes saíram da Avenida Conselheiro Nébias e chegaram até a balsa. A avenida da praia ficou fechada nos dois sentidos e a polícia estima que, pelo menos, mil pessoas participaram do movimento. Um grupo que saiu de Guarujá se uniu aos manifestantes de Santos na travessia, bloqueando o serviço

Já na terça-feira (18), os manifestantes se reuniram na porta do sindicato dos Bancários para discutir sobre o movimento em Santos. Houve outros protestos em São Vicente e Cubatão na terça-feira, onde prédios públicos foram depredados, lojas saqueadas e ônibus queimados.

Na quarta-feira (19), os protestos se concentraram em Guarujá, onde cerca de 50 pessoas partiram da Praça Horácio Lafer e caminharam até a Praça dos Emancipadores, no bairro Pitangueiras. Em São Vicente, houve uma onda de violência, vandalismo e saqueamento de estabelecimentos comerciais que se alastrou pela Área Continental da cidade e alguns bairros da região central. Esses atos não têm ligação com as reivindicações originadas pelo movimento Passe Livre.

Na sexta-feira (21), os protestos aconteceram em São Vicente e Peruíbe. Em São Vicente, cerca de 500 manifestantes partiram da Praça Tom Jobim, no bairro Biquinha, e foram em direção à divisa com Santos. Em Peruíbe, centenas de moradores se reuniram para protestar na cidade. Eles saíram da ferrovia e seguiram até a Câmara Municipal. Não houve registro de vandalismo.

Sábado (22), as manifestações ocorreram pela primeira vez em Praia Grande, reunindo duas mil pessoas. Um policial militar ficou ferido após ser atingido por um rojão durante o protesto. Uma viatura também teve o vidro quebrado com uma pedrada. Em Mongaguá, também houve protestos, com a participação de cerca de 300 pessoas. Um homem foi preso ao passar de moto por lojas da cidade mandando os comerciantes fecharem as portas, sob o risco de assaltos. Já em Guarujá, a manifestação ocorreu de forma pacífica, reunindo aproximadamente 500 pessoas.

Nesta segunda-feira (24), um grupo de manifestantes entrou em confronto com a polícia em Cubatão (SP). A Rodovia Cônego Domênico Rangoni foi fechada e a situação estava pacífica por toda a manhã. Porém, vândalos começaram a jogar pedras na PM, colocaram fogo em pneus e despejaram a carga de um caminhão na pista. Em Santos, um grupo de cerca de 20 pessoas caminhou pelas ruas dos bairros Gonzaga e Boqueirão. A manifestação foi atrapalhada pela chuva, já que estava prevista a participação de cerca de 3 mil pessoas.

Nesta terça-feira (25) cerca de 70 pessoas participaram de um novo protesto em Santos, no litoral de São Paulo, para dar continuidade aos atos que tiveram início com o movimento Passe Livre, e que agora abrange as mais diversas reivindicações. Por volta das 19h, o grupo estava concentrado na Praça Independência, no bairro Gonzaga.

Na quarta-feira (26), pela segunda vez na semana, os  moradores de Itanhaém, no litoral de São Paulo, se reuniram para protestar. O grupo se concentrou em frente à prefeitura da cidade, pedindo melhorias na educação, saúde e transporte público. Já em Bertioga, os moradores realizaram uma passeata pelas ruas da cidade.

No Vale do Ribeira, as manifestações aconteceram em Registro, Miracatu, Iguape, Pedro de Toledo e Cajati.

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Fonte: www.portalfne.com.br



Dia de protestos em diversas partes do Brasil

Ato programado para amanhã, 04 de julho, às 15h.


 
Por um sistema público de saúde com qualidade, respeito e dignidade. Paralisação da saúde em Campinas.


Manifestantes protestam em Santos contra o projeto Ato Médico.


Protesto em Itapuã 


 Começa o protesto em Itapuã - Salvador!

 Manifeste-se, mostre a sua cara! 

 
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terça-feira, 2 de julho de 2013

Lucas: Enfermeiros aderem a manifestação por carga de 30 horas semanais


Vários enfermeiros estão, neste momento, fazendo uma mobilização em Lucas do Rio Verde em apoio à manifestação nacional da categoria, que pede ao Congresso Nacional a votação do Projeto de Lei 2.295 de 2000, que institui carga de 30 horas semanais para a categoria.

Com faixas, cartazes e apitos, os enfermeiros se reuniram em frente ao hospital São Lucas e devem estão percorrer algumas ruas da cidade. “Estamos também nos mobilizando a favor da implantação do piso salarial que os profissionais da enfermagem não tem, melhores condições de trabalho e contra o Ato Médico que foi votado pelo Congresso que restringe todas as profissões da saúde, então a enfermagem também é contra o Ato Médico”, salientou a enfermeira Karime Soutto.

Os profissionais que participam do manifesto e que, em sua maioria, trabalham nas unidades de saúde da família de Lucas do Rio Verde, afirmam que a mobilização deve acontecer somente hoje e isso não vai prejudicar o atendimento a população no decorrer da semana.

Fonte: cenariomt.com.br Mobilização Nacional da Enfermagem - MONAENF
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Fonte: cenariomt.com.br

02 de Julho. Dia do Bombeiro...


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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Abaixo-assinado NOTA DE REPÚDIO À RDC Nº 26, DE 11 DE MAIO DE 2012

 Para: Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministro da Saúde



    NOTA DE REPÚDIO À RDC Nº 26, DE 11 DE MAIO DE 2012

    Os signatários desta petição aberta vêm a público manifestar seu repúdio à RDC Nº 26, DE 11 DE MAIO DE 2012, cujo texto altera a proporção de profissionais de enfermagem por leito em Unidade de Terapia Intensiva.

    Em Fevereiro de 2010 foi editada a Resolução RDC 7, que dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências. Esta resolução foi aprovada após negociação com as entidades de classe profissionais entre essas a AMIB - Associação de Medicina Intensiva Brasileira com a participação do departamento de Enfermagem Fisioterapia, Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Enfermagem, Associação Brasileira de Enfermagem, Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional e Associação Brasileira de Fisioterapia. Um dos pontos mais polêmicos, nas negociações foi a razão enfermeiro/paciente. A nossa reivindicação era da proporção de 1 enfermeiro para 5 pacientes, apesar das evidências técnicas e científica e concordância da maioria dos membros da mesa de negociação por questões políticas a ANVISA na publicação da RDC nº 7 na Seção III de Recursos Humanos, item III - Enfermeiros assistenciais: no mínimo 01 (um) para cada 08 (oito) leitos ou fração, em cada turno e no item V - Técnicos de enfermagem: no mínimo 01 (um) para cada 02 (dois) leitos em cada turno, além de 1 (um) técnico de enfermagem por UTI para serviços de apoio assistencial em cada turno.
    Esta proporção apesar de não ser o que tínhamos como meta, foi estipulada como mínima, de forma a contemplar as necessidades dos pacientes em estado crítico, além de propiciar um cuidado mais seguro, já que, evitando a sobrecarga por parte dos profissionais, permite um melhor cuidado de enfermagem.

    Entretanto, de maneira unilateral e sem qualquer participação das entidades acima elencadas, a ANVISA, por meio da RESOLUÇÃO - RDC Nº 26 DE 11 DE MAIO DE 2012, altera a Resolução RDC nº. 07, aumentando a relação de no mínimo um enfermeiro cada dez leitos ou fração, em cada turno, além de suprimir a exigência de um técnico de enfermagem por UTI para serviços de apoio assistencial em cada turno. Trata-se de um odioso retrocesso, evidente resultado da pressão que as instituições hospitalares têm exercido sobre o governo para reduzir os seus custos.

    Esta resolução compromete a saúde da população, por permitir o aumento da carga de trabalho dos profissionais de enfermagem, além de comprometer a segurança dos pacientes, em detrimento de uma redução de custos por diminuir os gastos com pagamento de pessoal de enfermagem.

    A alteração desta resolução também tem implicações sobre a legislação da enfermagem, tais como a Lei do Exercício Profissional (Lei Nº 7.498/86) e a Resolução COFEN nº 293/2004, onde é também abordada a questão de quantitativo de pessoal de enfermagem.

    A literatura internacional aponta que quanto maior a carga de trabalho da equipe de enfermagem, maior a possibilidade de ocorrência de eventos adversos, além de influenciar na taxa de infecção hospitalar e desenvolvimento de úlcera por pressão e erro de medicação, condições que afetam diretamente o nível de segurança do paciente. Portanto, um quantitativo adequado de profissionais que tenha como diretriz as demandas de cuidados dos pacientes é premissa indispensável ao cuidado de qualidade, uma vez que favorece um ambiente saudável, devido à redução da sobrecarga de trabalho e, consequentemente, oferece menor risco à clientela.

    Ou seja, esta RDC vai contra o que é preconizado na literatura, e visto nos principais países. Essa mudança atinge principalmente o paciente do SUS, aquelas UTIs que tem mais dificuldades, indo de encontro a tudo que se tem escrito e preconizado em relação à segurança do paciente, inclusive no que está publicado como exigência na RDC Nº 7.

    Cada vez mais é exigido do enfermeiro e do técnico de enfermagem, porém, com cada vez menos condições de trabalho. O governo não pode assumir essa postura de descompromisso com a saúde da população, e os interesses políticos não devem estar acima dos interesses e necessidades da população.

    A nossa responsabilidade como cidadãos é denunciar para que todos possam receber o mesmo cuidado com a mesma qualidade e segurança.

    Assim, nós convocamos todos os profissionais de enfermagem, colegas da equipe multiprofissional e a sociedade civil a se posicionar em defesa da Saúde e REPUDIAR a resolução para assegurar o direito de atendimento de saúde com qualidade a todos os cidadãos brasileiros.

    Pela revogação da RDC Nº 26, DE 11 DE MAIO DE 2012.

    Brasil, Maio de 2012.

    Os signatários




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A hora é de luta, e a Saúde tá na rua!


O povo foi às ruas nas últimas semanas, e não foi apenas por 20 centavos. Após a grande vitória que significa a revogação do aumento das passagens em diversas cidades do Brasil, a população continua indignada com a falta de acesso e precarização de direitos básicos, como Saúde e Educação.

Em pesquisa do Datafolha, dois de cada três paulistanos acham que os protestos nas ruas devem continuar, apesar de as tarifas de transporte em São Paulo - a razão para o início das manifestações - terem sido reduzidas. Questionados sobre quais deveriam ser as reivindicações futuras, em resposta única, 40% referiram a Saúde.

Na próxima semana construiremos, em conjunto com o Resistência Urbana, atos em diversas periferias do Brasil, na luta contra a violência policial, desmilitarização da polícia, nada de dinheiro para a Copa, controle sobre o valor dos aluguéis, contra as remoções, tarifa zero para o transporte público, por saúde e educação "padrão FIFA". Agora é também hora da Saúde, da luta em defesa do SUS que a população precisa!

FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE
Publicado no blog da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde em 23/06/2013.  

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